segunda-feira, 23 de março de 1998

Meu amigo Pedro

A adolescência conta histórias
E nestas histórias loucas, tem a do Pedro.
Ah! Meu amigo Pedro
Amigo de amores
Incertezas também.

Nada de grandioso
Também nada vulgar
Bom menino
Que mesmo em minha inocência
Já sentia, já sabia que iria afundar.

Não sei se no despreparo da criação
Talvez no gene da transformação
Desvirtuou aquele menino
Desprovido de amor
Não vingou.

Drogas, sexo e muito mais
Desenfreou e quebrou as virtudes
Do homem que se tornou.
Porquê? Porquê?
Eu te avisei e você não acreditou.

Foi-se assim tão cedo e drasticamente
Amigo Pedro, ferro e fogo te feriram
Não amou a ti mesmo
E com isto fizestes sofrer
Pessoas que queriam ver-te florescer

E o carrasco, ferrenho e sem amor
Que te fez sentir no peito o peso da dor
Tenho a satisfação de saber
Que o lugar onde estás
Amigo, serás capaz de reflorescer.
por deixar-me ser conquistada.