domingo, 24 de novembro de 2013

Condenado por si só

Que lindo o mundo dos computadores e das tecnologias
Que linda a nanotecnologia,
Vamos com ela a todos os lados.
Tu não podes utilizá-las?
Mas o quê aconteceu a ti?
Naufragou neste mar revolto?
Fez coisas que te prejudicou
E agora estás no submundo tecnológico?
Usou-a de maneira incorreta
Trucidou a descoberta
E acabou com a própria liberdade,
Usando codinomes e tornou-te um stalker?
Porque será? E que belo codinome utiliza!
Casou com uma pequena, ilegalmente,
Usou pessoas como amantes para o próprio bem
Aniquilou a própria personalidade.
Que pessoa medíocre és tu?
Imagina que o telefone
Não registra a montante
Tudo o aquilo que dizes?
Ainda não percebeu que tens um chip incrustado
No teu antebraço
E tens por merecê-lo.
Não adianta mais a suas artimanhas
A falta de fotos e e-mails
As cartas que nunca envias,
E tudo mais que tens a esconder.
Os Juízes são absortos
Seus ordenados são por merecer,
Portanto, não darão folga,
As pessoas de vida torta que os subestimam,
Eles o colocarão como condenado
E verás o sol
Nascer quadrado.

Amor I

Sinto por ti, amor sobre-humano,
Amor que estas palavras não descrevem
Amor de sentimento mais que profundo
Amor que o próprio Deus desconhece.

Sinto por ti, amor!
Amor cá de dentro...
Amor de loucura e sofrimento
Num campo de força intransponível.

É tão grande o meu amor, amor!
Que não admite o teu sofrimento
Amor que fala tão alto e sem orgulho
Que é incapaz de deixar-te sem alimento.

Sinto por ti, amor!
Amor acima do meu tormento
Acima da dor que o meu corpo recente
Sinto por ti, amor! Amor cá de dentro...

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Mulher (para Beth)

Como é linda a mulher que passa
Passa todos os dias na mesma rua
Alta esquia e límpida
Brilhante como a lua.

Meu Deus! Quem é a mulher que passa?
Num balançar singular de cintura
Que o meu olhar se distrai
E o meu compromisso descontinua.

Que desejo ardente que tenho
E não posso fraquejar
Será que alguém sabe me informar
Quantas primaveras já se passaram por ela?

Procurei saber um pouco mais
E alguém confiante e clarividente, disse-me,
E mulher da mais pura desenvoltura.

Não caia nessa, amigo,
É mulher dos anos cinquenta que desfruta
Da inteligência, beleza e plenitude infindas.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Amor II

Seu amor, amor!
É amor frágil
Amor possessivo
Amor pequeno demais.

Seu amor, amor!
Não é amor de luta
Amor consistente
Amor de pouca labuta.

Seu amor, amor!
É amor para as “Helenas”
Pessoas pequenas
Com pequenos dotes que lhes interessam.

Seu amor, amor!
É amor arranjado
Amor dependente
Amor de boteco.

Seu amor, amor!
É amor passageiro
Amor de agradecimentos
Não é amor das Marias

Meu amor, amor!
É amor que suplanta as suas baixas ideologias
Que perdoa a sua insignificância
É amor cá de dentro.

Para o seu futuro amor, amor!
Não serão os haveres aos quais pertence
Que superarão as suas dores
Sempre serei eu, que estarei aí dentro.

Castidade?

Mantive-me em castidade
Durante anos a fio
Para não trair pelo carnal
Mantendo a jura ao falo divino.

Ora, não foi possível,
Em saber por terceiros, tão grave desleixo,
Por quem tive apreço
E deixou-me a ver navios.

Não suportou o enorme desejo
Em derramar o líquido quente
Com prazer veemente
Entre as coxas das alcoviteiras.

E eu, diante de tamanha negligência,
Purificada ficaria?
Oh! Não, não tenha tamanha presunção,
E não me acuse com as suas queixas.

Que imaginação asquerosa
Tipo, homens de Atenas.
Que ingenuidade ordinária
Imaginando existentes as melenas.

Meu caro!
O tempo remontam outros
O que desejas para si
É imagem e semelhança para o outro.

O que dói é saber
Que outras dores iguais, provarás,
Se não modificares esse cérebro nefasto
E não aprenderes a perdoar.