sábado, 28 de fevereiro de 2015

Letras

O "R" de refutar, renegar, de reduzir a cinzas
E o "O" de outrem, opositor, opressor, OVNI
O que daria o "T"? Tirano, teimoso, terrorista, talvez tabu
O "I" da ilusão,  inveja, imposição, impotência
E pior, ignorância
Com o "V" então...  vingador, vacilão, violador
Chega, que vomito.

Pelas trilhas do Vergel

Caminhe pelo vergel
Não escolha a estação.
Ande por todas as trilhas
Irás encontrar maravilhas
De variadas intenções,
É a arte, que beleza!
Subjetividades
Destrezas
Construtos de pensamentos
Pura imaginação.
São muitas vertentes, de certo
Encontrarás ódio e alegria,
A escolha é aleatória,
Verás as mais variadas formas
Dependendo da sua trajetória.
Se mais sisudo, mais rancores
Se mais desnudo, mais flores.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Lógica do louco

Vem..., louco
Atraído pela ira dos desencantos
Em pele de cordeiro
Voz doce
Sonhos a realizar.

Vem..., louco
Amaciando a vítima
Encorajando-a com malícia
Desconcertando o enredo
Espreitando na contramão.

Vem louco, nas suas diferentes formas,
Surpreender com a sua metamorfose
Com sua opaca e colorida aparência,
Tentar através da fresa
Enviar um friso da sua maldita luz.

Vem...
Mais uma vez como veludo,
Emerge do seu submundo com a sua maleficência
A repousar no colo amigo
O seu mundo hostil.

Liberdade

Tiram-me as algemas D'alma
Sinto-me em total liberdade
Como uma gaivota que alça voo
Ao mais alto dos ares.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Macho

Macho que é macho é assim
Escondido atrás da porta
Urra que nem leão
Gritando palavrão

Quando sofre pressão
Vendo a parada perdida
Enfia a cabeça no vaso
E vomita, vomita

Eita! Cabra macho
Com tantos perfis falsos
Não sabe mais quem ele é
Se homem ou mulher

E lá vai o macho
Tomar goles de whisky
Empunhar o telefone
O valente, o belicoso

Parte para perturbar nas madrugadas
Velhinhas viúvas
Criancinhas inocentes
Mulheres e toda gente

Quando um Homem lhe atende
Dispara o seu coração
Então, ele cerra os dentes
E mija no calção.

Macho que é macho é assim.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Zeus

Meu magnífico Deus grego
Vejo que se encontra perdido
Por essa semideusa que brilha
Ofuscando os seus sentidos.
Sua profecia de macho dominante
Da promiscuidade - amante -"brilhante"
Empunhando a sua égide tosca
Não passa de um pastor malogrado
Revolvendo nuvens com trovões e raios
Tentando implodir o seus indomáveis sentimentos
De ciúme, inveja e raiva
Dentro do seu peito, aglutinados.